Neste pais em que o Estado se apodera de cerca de 50% do nosso rendimento, ainda temos que não nos opor aos dogmas do "politicamente correcto", senão vejamos:
- Aborto: Quanto à questão de fundo, quando começa realmente a vida, deixo a discussão para os especialistas na matéria, i.e os Médicos.
Já quanto à questão de a interrupção voluntária da gravidez ter lugar em hospitais públicos, se me permitem os chamados politicamente correctos, tenho que me pronunciar.
Para aqueles que defendem o aborto com argumentos de que "quem tem dinheiro vai a Espanha, e quem o não tem recorre a parteiras de vão de escada", pergunto: Porque carga de água, eu que compro o melhor espermicida do mercado, controlo se a contra-parte toma a pílula, e que até uso preservativo, tenho que aceitar que o sistema nacional de saúde, à beira da falência e financiado com parte dos impostos que eu pago, acabe por suportar o desleixo dos outros? E depois queixam-se do deficit...
- Toxicodependência - Valem os mesmos argumentos economicistas. Se alguém por falta de sorte, dizem os politicamente correctos, fica viciado em drogas, porque é que o dinheiro dos meus impostos tem que suportar as pseudo-clinicas de recuperação, e a administração de metadona?
Já agora, o que fariam se a zona em que vivem fosse invadida por drogados, que se injectassem à frente dos vossos filhos, e que deixassem as seringas usadas espalhadas pela vossa Rua? Os Politicamente correctos diriam: Nada, já basta o azar que tiveram na vida.
Eu que não sou politicamente correcto, e que até me importo com as seringas infectadas espalhadas pela Rua diria: "Chamava a Polícia!" Certamente, seria considerado chibo pelos politicamente correctos! E digo mais, se a policia nada fizesse, corria com eles com recurso à violência... Os politicamente correctos, após me chamarem fascista, perguntariam: "Que mal te fazem os drogados, violam algum dos teus direitos fundamentais? Resposta cínica: é claro que não violam, desde quando é que a segurança, a saúde, a salubridade, e a qualidade de vida são valores que devam ser defendidos?
E eu que não tive "azar", que trabalho que nem um urso para me financiar e para financiar este Estado obsoleto, com a mania das grandezas, etc., ainda sou obrigado a ter que aceitar que essa malta perturbe a minha tranquilidade no final de um dia de trabalho.